Amaro Santos É domingo, vou à baixa, dou uma volta com os amigos e aproveito para comprar o Diário. Pelo caminho vou encontrando embalagens: de água, de cerveja, de vinho, de iogurte, etc. Quantas vezes dou por mim a juntá-las para não “incomodar o meu visual”. Entretanto vou ruminando, como é que esta geração, a mais culta de toda a nossa história, não se preocupa com o meio ambiente? Até parece que têm todo o prazer em deitar lixo em tudo quanto é sítio. Será por disfunção educacional? Será uma forma de protesto pela condição social? É realmente um caso de estudo. Os países do Norte da Europa criaram uma tara para essas embalagens. Na Finlândia, por exemplo, essas taras têm o preço de 15 cêntimos cada uma e é uma forma ecológica e socialmente inteligente de promover a reciclagem. E quem for desleixado e abandonar as embalagens, vai aparecer sempre alguém a juntar e ganhar alguns cêntimos. Os nossos deputados podem regular isso. Entretanto comprei o Diário e todo o meu ruminar redunda na foto que faz manchete na primeira página. Magnífica foto, não pelo carro de rali, mas pelo cenário de hortências que o envolve. Todos os madeirenses poderiam participar nesta cruzada. Porque não “desafiar” todas as escolas da Região e criar o “clube do ambiente”, plantando flores ao longo das estradas da sua localidade? Quem é capaz de criar uma organização não-governamental (actualmente em voga) e colocar a nossa ilha no Guinness Book como a Ilha mais florida por quilómetro de estrada? Podemos sempre ampliar a beleza da ilha! Se me convidarem para ajudar, estou disponível!