Num dia espectacular de Verão, os oito ‘troços’ ontem disputados mostraram um Giandomenico Basso aguerrido, a anular depressa a desvantagem que trazia da véspera em relação a Bruno Magalhães, para garantir 19,9 segundos de vantagem sobre o piloto luso. Se o Rali Vinho Madeira tivesse terminado ontem à tarde como nas últimas edições, Basso teria igualado Américo Nunes em número de vitórias: quatro. No rescaldo do segundo dia de prova, nota para a desistência do ucraniano Oleksander Saliuk, numa altura em que se notava a sua subida de andamento. Este abandono permitiu a João Magalhães entrar no ‘top five’, registando-se a continuidade do bom desempenho de Miguel Nunes, que manteve o 3.º posto. À partida do último dia, Bruno Magalhães dispõe de 71,14 km para tentar anular os tais 19,9 segundos de ‘prejuízo’ e, sendo o piloto combativo que é, poderá chegar à terceira vitória, igualando Basso. Em matéria de competição ‘por fora’, a nota de realce vai para Francisco Tavares que, aos 59 anos, ainda tem ‘sangue na guelra’. O homem do - e da - Toyota, meu companheiro de primária no Lisbonense, é um exemplo de que os anos não pesam, mantendo sempre a boa disposição e conduzindo depressa. Nisto de colegas de turmas, em 1973 fiz parte de uma no Liceu, com Ricardo Rodrigues, Abel Spínola, Rui Conceição e José Camacho; nessa altura, já os três primeiros queriam ser pilotos, o último co-piloto. Deste lote, sem dúvida que Rui Conceição e José Camacho foram os mais bem sucedidos, com vários títulos absolutos alcançados.
Carlos Alberto Moniz Jornalista