Não é a Madeira. É o Porto um tanto esvaziado a tentar divertir-se, apesar de todas as crises O trânsito flui. Não fossem as obras junto à Casa da Música, ao chegar à Avenida da Boavista, nada a registar. Sobram lugares para estacionar. Parece que não se passa nada, mas há muito coisa a acontecer no Porto, saiba quem quiser inverter as tendências do costume e aparecer por cá. A Torre dos Clérigos, símbolo da cidade, faz 250 anos. Há uma exposição sobre ela no Centro Português de Fotografia, antiga Cadeia da Relação. Ainda há dias lá fui ver essa e a dos prémios de fotojornalismo da Estação Imagem/Mora, onde está um trabalho de Octávio Passos sobre os incêndios na Madeira. A entrada nesse belíssimo edifício, paredes meias com o convento de S. Bento da Vitória, é gratuita. Há muita coisa de entrada livre a acontecer. Várias varandas da cidade transformam-se em palco para acolher algum momento de literatura, música, teatro ou dança. É o Festival das Varandas, que no próximo dia 9, por exemplo, traz conversa com o escritor Miguel Miranda e concerto dos Torre D’antona Praça das Cardosas. Parte da Avenida dos Aliados está feita num lounge. Ali mesmo, no edifício AXA, um mundo de exposições e concertos. Aos Domingos à tarde, há Porto Sunday Sessions. No Jardim de São Lázaro, Joana Blu, LittleFriend (DJ Set), Xico Ferrão e Miguel Bruschya responder pela música nos dias 4, 11, 18 e 25 de Agosto. A par disso, o Porto SundayMarket feito de vestuário, acessórios, artesanato, arte, design, antiguidades, produtos vintage. Todas as quintas-feiras, às 22h, há sessões de cinema no jardim do Museu Nacional Soares dos Reis. Aos sábados e domingos, Cinema Fora do Sítio. Hoje, por exemplo, Argo, no Monte Aventino. Para a semana, Os Estagiários, no Jardim do Passeio Alegre, e A Noite dos Mortos Vivos, nos Jardins do Palácio de Cristal. É também por lá, pelos Jardins do Palácio de Cristal, que a cada sábado de Agosto acontece o Porta Jazz. Para a semana, Zagorro, sexteto vencedor do prémio melhor Combo na 10ª Festa do Jazz do S. Luiz. Na semana seguinte, o terceto Manuel Beleza Jazz. Na seguinte, o quarteto João Mortágua – J4NELA. As noites estão quentes. Muitos dos bares da Baixa transbordam de gente. Na Rua Galeria de Paris, o epicentro da “movida”, até há um “É Pra Poncha”. O arquitecto António Fernandez recriou uma gruta, um tanto psicadélica, onde servem poncha tradicional, maracujá, tangerina e pescador. Não é a Madeira. É o Porto um tanto esvaziado a tentar divertir-se, apesar de todas as crises. Ana Cristina Pereira Jornalista do Público
Não é a Madeira. É o Porto um tanto esvaziado a tentar divertir-se, apesar de todas as crises
O trânsito flui. Não fossem as obras junto à Casa da Música, ao chegar à Avenida da Boavista, nada a registar. Sobram lugares para estacionar. Parece que não se passa nada, mas há muito coisa a acontecer no Porto, saiba quem quiser inverter as tendências do costume e aparecer por cá. A Torre dos Clérigos, símbolo da cidade, faz 250 anos. Há uma exposição sobre ela no Centro Português de Fotografia, antiga Cadeia da Relação. Ainda há dias lá fui ver essa e a dos prémios de fotojornalismo da Estação Imagem/Mora, onde está um trabalho de Octávio Passos sobre os incêndios na Madeira. A entrada nesse belíssimo edifício, paredes meias com o convento de S. Bento da Vitória, é gratuita. Há muita coisa de entrada livre a acontecer. Várias varandas da cidade transformam-se em palco para acolher algum momento de literatura, música, teatro ou dança. É o Festival das Varandas, que no próximo dia 9, por exemplo, traz conversa com o escritor Miguel Miranda e concerto dos Torre D’antona Praça das Cardosas. Parte da Avenida dos Aliados está feita num lounge. Ali mesmo, no edifício AXA, um mundo de exposições e concertos. Aos Domingos à tarde, há Porto Sunday Sessions. No Jardim de São Lázaro, Joana Blu, LittleFriend (DJ Set), Xico Ferrão e Miguel Bruschya responder pela música nos dias 4, 11, 18 e 25 de Agosto. A par disso, o Porto SundayMarket feito de vestuário, acessórios, artesanato, arte, design, antiguidades, produtos vintage. Todas as quintas-feiras, às 22h, há sessões de cinema no jardim do Museu Nacional Soares dos Reis. Aos sábados e domingos, Cinema Fora do Sítio. Hoje, por exemplo, Argo, no Monte Aventino. Para a semana, Os Estagiários, no Jardim do Passeio Alegre, e A Noite dos Mortos Vivos, nos Jardins do Palácio de Cristal. É também por lá, pelos Jardins do Palácio de Cristal, que a cada sábado de Agosto acontece o Porta Jazz. Para a semana, Zagorro, sexteto vencedor do prémio melhor Combo na 10ª Festa do Jazz do S. Luiz. Na semana seguinte, o terceto Manuel Beleza Jazz. Na seguinte, o quarteto João Mortágua – J4NELA. As noites estão quentes. Muitos dos bares da Baixa transbordam de gente. Na Rua Galeria de Paris, o epicentro da “movida”, até há um “É Pra Poncha”. O arquitecto António Fernandez recriou uma gruta, um tanto psicadélica, onde servem poncha tradicional, maracujá, tangerina e pescador. Não é a Madeira. É o Porto um tanto esvaziado a tentar divertir-se, apesar de todas as crises.
Ana Cristina Pereira Jornalista do Público