Carlos Velosa Permitam-me chamar desta maneira mas pelos anos que os conheço posso tratá-los por Marco Willy e Sandra Martins sem o professor (a) a anteceder o nome, a quem todos devem agradecer pelo trabalho desenvolvido e pela dedicação à modalidade que abraçaram desde tenra idade. Acho que os clubes de andebol não me levam a mal se em seu nome fizer também um agradecimento público ao trabalho desenvolvido. Em relação ao Marco Willy, tem sido o pronto-socorro desta e das anteriores direcções da Associação de Andebol da Madeira (AAM), uma pessoa incansável, sempre pronto para resolver os problemas que apareciam, sempre com uma grande imparcialidade e resolvendo os problemas da melhor maneira, há que reconhecer o seu trabalho e muitos dos progressos que houve na modalidade devem-se em parte a este homem a quem deram um cargo com um nome pomposo de director executivo, título esse desnecessário uma vez que continuou sempre a trabalhar em prol do andebol e não em proveito próprio. Quantas vezes e já no convívio familiar foi chamado para resolver um ou outro problema e lá estava ele pronto para que nada falhasse e a maneira que a AAM ou o seu presidente teve de reconhecer o seu trabalho foi mandar embora esquecendo que bastas vezes foi ele a dar a cara em substituição de alguns dirigentes. Quanto à Sandra Martins, não conheço muito o seu trabalho, mas pela carreira desportiva que teve pela forma como estava na competição pelo respeito que tinha por colegas e adversários só poderia ser bem sucedida no cargo que ocupava como viria acontecer e que os clubes também fazem questão de enaltecer o seu trabalho, e que teve um prémio que foi chegar a seleccionadora nacional. Isto por si só demonstra a seriedade com que desempenhava as suas funções. A notícia do fim do seu vínculo bem como o do Marco à AAM foi um dia negro para a modalidade e o Andebol ficou mais pobre. Vão todos sentir a vossa falta, mas a vida continua. É muito complicado trabalhar numa associação e ainda mais colocar em marcha toda uma competição que dura cerca de nove meses. Mais fácil é ter a papa toda feita e depois aparecer a dar a cara e entregar troféus, bem como fazer a abertura de clinic’s e acções de formação entre outros, e depois esquece-se quem trabalhou e colocou tudo a andar para que nada falhasse, e o agradecimento foi mandá-los embora. Segundo se sabe o Marco Willy e a Sandra Martins foram dispensados. Um nome bonito, mas o que aconteceu é que foram despedidos dos cargos que ocupavam, porque se pensou que supostamente iriam fazer parte de uma outra lista que se iria apresentar para as eleições da AAM. Estas duas pessoas eram mesmo muito importantes ou será que quem os mandou embora os considerou traidores? Em anos anteriores estiveram sempre ao lado de quem agora os mandou embora. Será que foi por medo de perder as eleições, de perder o cargo que ocupa, ou o senhor presidente já se esqueceu-se que o Marco Willy já trabalhou em anteriores direcções da AAM e nunca foi mandado embora uma vez que o seu trabalho foi sempre de qualidade? Ou será que se esquece que quando formou a sua lista contou desde a primeira hora com este dirigente que foi buscar à direcção que o antecedeu? Algo vai mal no andebol para chegar ao ponto de mandar embora duas pessoas que vivem o andebol, que pensam o andebol, que em casa trabalham para o andebol, em suma que se for preciso trabalham 24 horas para o andebol. Senhor presidente, reconheça que errou, que se precipitou com esta decisão que merece da sua parte um pedido de desculpas públicas as estes dois elementos pelo seu acto irreflectido, porque se há pessoas a quem o andebol deve muito são aqueles que conseguem pôr em marcha toda esta modalidade e a sua competição. Com a saída destes dois elementos, na minha opinião, parece ter chegado também a hora de dar sangue novo e ideias novas à direcção da AAM.