David Sousa A proximidade das eleições autárquicas eleva a efervescência dos partidos e movimentos políticos diante do eleitorado. Procuram através de obras e promessas cativar os indecisos a votar no seu programa. Na minha freguesia, Gaula, observo as constantes movimentações dos responsáveis para pavimentar, asfaltar e limpar ruas e veredas. O frenesim para agradar a todos é evidente. Contudo, os dias que restam até ao ato eleitoral não chegarão para iludir a população. São inúmeros os motivos que me despertam do torpor. São estradas que não têm qualquer tipo de manutenção da qualidade há anos. A segurança e aspeto das vias não são asseguradas há meses. A execução de trabalhos de varredura mecânica e manual realizam-se esporadicamente. Por estes dias os trabalhos camarários nas estradas acontecem sem critério e rigor. Observai o “excelente” trabalho de asfaltamento que realizaram próximo aos apartamentos em São Pedro. Depois de vários meses em cimento, é chegar e atirar alcatrão e pronto. Assim não! Percorrer determinadas vias nesta freguesia tornou-se um risco. Os passeios encheram-se de erva e as caminhadas diárias faziam-se em plena estrada, constituindo assim, um perigo para os transeuntes. Foi necessário uma solicitação da Junta de Freguesia para solucionar o problema. Noutras, a erva ultrapassa a altura de um automóvel… incorrigível para quem coloca nos seus cartazes de campanha o slogan: “Trabalho, Dedicação….”, não nesta freguesia! Por fim, a minha indignação transformou-se em revolta. No passado dia 6 de Agosto dirigi-me às instalações da Câmara Municipal para efetuar uma reclamação. No acesso à minha urbanização, abriu-se uma “cratera” no pavimento derivado à estrutura de drenagem para o saneamento básico. Este dificulta-me a entrada do meu automóvel na garagem. A funcionária informou-me que o Sr. Vereador responsável daria despacho à reclamação no próprio dia. Porém, e passadas duas semanas nenhum elemento camarário apareceu para solucionar o problema. Voltei à sede de Concelho para expressar a minha indignação ao que o funcionário respondeu-me: “As pessoas querem que se resolva os problemas todos num dia. Este mês é um mês complicado porque estão muitos funcionários de férias”. Com esta afirmação contundente concluo que a culpa é minha, pois fui importunar o ritmo de férias camarárias. Os que estão a trabalhar, julgo eu, devem estar na “secção” de angariação de votos e sem tempo para resolver o problema de um munícipe que paga as suas contribuições autárquicas sem reclamações e atrasos. Resta-me concluir com a plena convicção que a MUDANÇA está mesmo no povo.