Foram duas apenas as clasificativas que abriram a edição deste ano do Rali Vinho Madeira, mas deram para perceber perfeitamente que as previsões quanto aos favoritos à vitória final estavam correctas: Bruno Magalhães e Giandomenico Basso. Com muitas queixas em relação aos pneus, resultantes dos regulamentos da FIA, certo é que os andamentos entre os dois pilotos foi equilibrado, com Basso a vencer a ‘especial’ de abertura e Magalhães a responder da melhor maneira na segunda, acabando o dia com 3,2 segundos de vantagem sobre Basso. Boa prestação inicial de Miguel Nunes a conseguir ‘agarrar’ a 3.ª posição à frente de Luca Betti e de Oleksander Soliuk, sendo assim o primeiro piloto da ‘casa’ no final da secção. Competição à parte, sem dúvida que o Rali Vinho Madeira continua a arrastar multidões; muita gente no ´shakedown’, na cerimónia de partida e nas classificativas mostram o carinho que os madeirenses têm pela prova. Sem a Avenida do Mar como aperitivo, por causa das obras, o figurino que a Comissão Organizadora arranjou permite que o rali se prolongue até amanhã, com rondas concentradas de classificativas, possibilitando acompanhamento a um número mais alargado de espectadores. E vendo o ‘rali por fora’, ainda no decorrer da cerimónia de abertura, um amigo de longa data ironizou o facto de terem vindo apenas cinco pilotos de fora da Região, o que contrastava com o número de matrículas estrangeiras afixadas em muitas viaturas. Outros referiram o facto de o Chão da Lagoa não ter sido feito completamente à noite, recordando os velhos tempos em que se viam apenas os faróis e se reconheciam os carros pelo ‘cantar’ dos motores. Ou quando um piloto que tivesse um furo num pneu do seu carro não precisar de macaco, pois havia muitas mãos para içar o carro e colocar o novo. Conselho para hoje: perto da emoção, longe do perigo.
Carlos Alberto Moniz