Passear no centro da Cidade do Funchal num dia feriado, ou num dia de semana depois das oito da noite, é uma dor de alma. A Cidade fica deserta, com o comércio fechado ou sem clientes, vazia, com a vida suspensa. É urgente inverter este estado de coisas, para bem dos comerciantes, que precisam de movimento para fazerem as suas vendas e manterem abertos os seus estabelecimentos, mantendo também os postos de trabalho, e para os (poucos) Funchalenses que habitam o centro, que temem pela sua segurança com as ruas desertas. É pois necessário, em primeiro lugar, voltar a atrair moradores para o centro histórico do Funchal. Como se faz? A Câmara Municipal deve incentivar, através da isenção de algumas taxas, bem como de IMI por período de tempo acordado, os proprietários que reconverterem escritórios em habitações, colocando-os no mercado de arrendamento. Deve igualmente atrair mais gente ao centro, trabalhando em parceria com as associações empresariais e comerciais, bem como como agentes culturais, no sentido de criar um calendário de eventos “fora de época” que seja capazes de chamar funchalenses e visitantes. Deve, da mesma forma, estudar a política de estacionamento na “baixa”. Salvar o centro do Funchal da desertificação deve ser uma das prioridades da próxima vereação camarária, sendo que a única candidatura que a assumiu até agora foi a de José Manuel Rodrigues. É importante criar novas centralidades. Mas é fundamental cuidar da maior centralidade da Cidade.
Lino Abreu Presidente da ACS