José Maria Amador Em vésperas de eleições autárquicas, vale a pena pensar se a estratégia do PS/M por uma coligação de esquerda que inclui apenas os pequenos partidos foi a melhor opção para poder vir a alcançar o tão almejado sucesso eleitoral. Nas últimas eleições, o PS/M teve, julgo que pela primeira vez, um resultado eleitoral inferior ao do CDS, o que se pode concluir que os “dissidentes” ou os descontentes com o jardinismo não votaram na esquerda. Tal significa que aqueles dois partidos coligados - a que se juntariam muitos descontentes com a actual liderança do PSD/M - poderiam formar uma coligação ganhadora e conquistar, ao fim de mais de 30 anos, a Câmara do Funchal. Para tal, bastaria um entendimento eleitoral entre estas correntes políticas, uma coligação com um programa eleitoral que merecesse o acordo das partes envolvidas, com um candidato independente, de reconhecida competência técnica, e que fosse consensual.