M.ª de Fátima Gouveia Soares Terminou agora uma série de artigos no “Público” de autoria da jornalista Raquel Ribeiro sobre as casas-museus em Portugal, (apenas no continente). A maior parte delas, cerca de 20, centram-se no norte do país, e segundo ela, essas casas (património cultural) estão agora a ser integradas numa rede regional de casas-museu, a organizar pela D.R.C, sob a égide de João Sequeira, chefe de divisão, da promoção e dinamização cultural. Com isto quero chamar a atenção para a única casa-museu de um escritor do norte da Ilha, o nome mais prestigiante das letras madeirenses contemporâneas, Horácio Bento de Gouveia. A casa-museu existe desde 1986, primeiramente criada com a presença da escritora Agustina Bessa-Luís e marido, aquando duma visita à Madeira. Tendo o casal viligiaturado na Ponta Delgada, no Solar do Ladrilho, convidamo-lo para apadrinhar o acto, e aí se inspirou a escritora, também na feitura de “Corte do Norte”. Em 1998, foi a Casa aberta oficialmente, com a presença de entidades oficiais e familiares do escritor, e a partir daí, sendo a casa classificada como edifício de interesse regional e local, tem estado no impasse para que haja um protocolo, e desse modo seja possível funcionar normalmente. Por outro lado, e perante a conjuntura actual torna-se premente uma convergência entre a Câmara, governo e proprietários para que se dinamize e seja visitável. Mais adiante: o Centro de Estudos Bentianos é um must fundamental na região, como se sabe e lê, quer em Portugal, quer no estrangeiro, com as Casas de famosos escritores, onde os intermédios procuram fontes de estudo, interesse e aprendizagem nos espólios aí existentes. Esperamos que as nossas entidades finalmente se debrucem e valorizem o turismo cultural, que começa a ser cada vez mais necessário para expandir a nossa cultura regional por toda a parte, quer em Portugal, quer no estrangeiro. O projecto do Centro está na Câmara há anos, pago e pronto a executar: o que esperamos?