Esta simples analogia aos livros da escritora inglesa Enid Blyton, autora da famosa série ‘Os Cinco’, surgiu-me quando vi a lista de inscritos do Rali Vinho Madeira deste ano. A pequena introdução revela o sentimento de quem viu a prova crescer paulatinamente e, de repente, cair para uma modestíssima Taça da Europa, sem a visibilidade de um IRC ou mesmo a de um Campeonato da Europa de Ralis. Naturalmente, estarei acompanhando a prova, que é minha, dos madeirenses que gostam de automobilismo e até daqueles que, mesmo não gostando, abrem uma excepção e fazem do Rali Vinho Madeira uma festa anual. Ainda mais que, para os saudosistas do rali nocturno, o ‘aperitivo’ desta edição será servido sexta-feira com duas classificativas, Campo de Golfe e Chão da Lagoa. Em termos competitivos, é pena que este ‘RVM’ se resuma praticamente à luta entre o português Bruno Magalhães e o italiano Giandomenico Basso. Portugal ‘leva na cabeça’ em tudo o que é desporto jogado com uma bola, neste - que é jogado com duas -, tenho esperança de que o Bruno possa subir ao degrau mais alto do pódio e igualar o transalpino em número de vitórias. Acabo desejando sucesso à ‘armada’ madeirense e recomendando: bom rali, em segurança.

Carlos Alberto Moniz Jornalista