João Sousa Esta região de impunidade, de não responsabilizar ninguém por nada, não interessa averiguar seja lá o que for. Desejam tornar-nos um povo triste e receoso do seu futuro. Querem-nos deixar vergados a esta ditadura disfarçada de democracia, numa desordem governativa de um governo regional sem controlo, que dá conselhos a tudo e todos, e diz que está contra tudo, mas não olha para a sua casa. Porque é que temos combustíveis mais caros do que nos Açores? Diz que não é nada com ele, e que Lisboa é que tem culpa de tudo. Um governo regional no poder há 38 anos, mesmo assim, tem a lata de deitar as culpas aos outros por aquilo que fez, da sua má governação. Já gastou 83 milhões de euros em remendos no hospital do Funchal, alimenta o Jornal da Madeira no valor de 11 mil euros por dia, que dava para pagar muitas contas às empresas, contas essas atrasadas há 3 anos, os serviços de transporte de doentes em táxi, um desequilíbrio total do SESARAM. As crianças nas escolas com falta de iogurtes, pão e manteiga, e a prioridade é o Jornal da Madeira? Resumindo e concluindo, uma loucura desgovernada. Por isso originaram um buraco financeiro de 7 mil milhões de euros, sem construir o novo hospital, portos de pesca já prometidos há tantos anos em Cª de Lobos, estradas regionais com pavimentos vergonhosos, gastaram cimento em furados, muito bem! Mas nos Açores gastaram a mesma quantidade de cimento em portos de pesca, que são vários nessa região, e nos Açores não originaram um buraco de 7 mil milhões de euros. Esta política arrogante que nos levou para o abismo e vai arrastar cada vez mais a população a emigrar. Um mau feitio deste governo que sempre deitou culpas a Lisboa, deixou o povo à fome, à pobreza, ao desemprego, e à emigração. Esbanjou dinheiros públicos para construir ‘elefantes brancos’, como a biblioteca de Cª de Lobos. Os turistas que nos visitam, que necessitam de uma casa de banho pública não a encontram, porque não existe, e em todas as vilas e freguesias nos Açores, todas elas têm casa de banho pública. Este povo que trabalhou 24 horas por dia para inaugurarem à pressa infra-estruturas desnecessárias, para ganhar eleições, e agora está-nos a sair muito caro. O povo agora sem emprego, é chamado de “patas rapadas” e “vadios”. Com tudo isto, as pessoas com os olhos bem abertos, não conseguem ver nada. Então cá vai esta quadra cantada: “É saudade, é paixão, para curar esta doença, meus amigos, a recompensa, é votar na coligação.”