Vemos, ouvimos e lemos na comunicação social que existem universidades e institutos que não cumprem preceitos legais, plano de cursos ou que atingem apenas níveis mínimos nos objetivos e na avaliação por parte do Ministério da Educação. Nalguns casos, a principal missão é atrair novos alunos-pagantes. Muitas dessas instituições funcionam em prédios degradados, em anexos de outros anexos, com parcos recursos logísticos (sem biblioteca, reprografia, cafetaria, cantina, sala de alunos, etc.). Conselhos científicos e pedagógicos que raramente reúnem. Corpo docente com contrato avulso e volátil, onde muitos dos quadros e ativos são formados por organizações ‘’amigas’’, algumas fora do âmbito do Processo de Bolonha.
Mas temos também os bons exemplos. Entre eles o caso da ESMAE (Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo). São vários os cursos que passam pela música, teatro, dança, cinema, audiovisual, multimédia e um curso superior na área do Jazz (tendo sido pioneira no país nesta vertente). Neste contexto, situam-se na ESMAE o Teatro Helena Sá e Costa e o Café-Concerto, onde são frequentes as apresentações da Orquestra Sinfónica da ESMAE, da Orquestra Portuguesa de Saxofones, da Orquestra de Jazz, da Orquestra de Música Antiga, entre outras formações de alunos. Num rácio médio de 750 alunos para 106 professores, a instituição tem propósitos muito específicos formando os alunos para além do plano curricular. Nesses, a adaptação dos cursos ao Processo de Bolonha e a adoção do sistema internacional de créditos-ECTS, tem permitido a quem concluiu estudos, a mobilidade pela Europa. Podíamos aqui referir outros bons exemplos, de instituições credíveis, mas o espaço é limitado. Por fim, salientar que em educação, não existe o binómio bom e barato pelo que, na hora de escolher o curso superior duas determinantes se impõem: ou não se faz ou faz-se bem feito.
Vítor Sardinha