António Rodrigues A diocese do Funchal e o seu Bispo tem conhecimento do que se passa nas paróquias com a realização dos arraiais. Por isso o Bispo é conivente porque não age e não coloca fim às fugas ao fisco e às ilegalidades que grassa nos arraias à sombra dos santos e padroeiros das paróquias. Penso que está na altura do Ministério Público agir e investigar todas as contas dos arraias, confrarias, paróquias e empresas, grupos diversos que fornecem os vários serviços para os arraiais.
Denuncio esta realidade porque no arraial de S. Pedro em que participou o Bispo, um membro da confraria relato-me como a maior parte das paróquias, confrarias e comissões de festas fazem para fugir ao fisco e assim o arraial poupar uns milhares de euros em IVA. A maior parte das paróquias fazem isso porque dispensam facturas dos conjuntos, bandas de música, grupos corais e até muitas vezes a iluminação e a decoração dos caminhos as empresas recebem uma parte em dinheiro e outra com uma factura mais baixa o mesmo acontecendo com o fogo. Dizia-me o membro da confraria se não fosse assim não poupavam uns milhares de euros em IVA e esse dinheiro vem ajudar para dar uma oferta generosa ao Bispo que sempre gosta de celebrar as festas porque é mais um dinheiro que recebe e não necessita de declarar na declaração do IRS. Infelizmente o exemplo não vem de cima!
Muito fala o Papa Francisco na pobreza e na atenção aos mais pobres mas na Madeira os arraias são um desbarato de dinheiro em fogo, bandas e conjuntos com o silêncio do Bispo que não tem autoridade para pôr em prática aquilo que diz e publica no Jornal da Madeira. Não esqueço que o Bispo falou muito que este ano ia ser colocado em ordem a organização dos arraiais mas pelo que se vê tudo continua na mesma. Talvez esteja na altura de dizer ao Bispo: “Porque não te calas?” e pedir ao Ministério Público e à Polícia Judiciária que reponha a legalidade na diocese do Funchal e suas paróquias.