José António Freitas Como já escrevei em tempos, considero o Rali Vinho Madeira, um dos maiores eventos desportivos que promove (promovia) turisticamente a Madeira lá fora, a par do golfe. As bonitas imagens transmitidas lá fora pelas cadeias televisivas da especialidade e da comunicação social escrita internacional assim o provam. O facto de um vencedor do rali estar a competir em provas europeias, tinha então um efeito multiplicador, de grande alcance mediático. Acredito no retorno económico dos valores investidos, em prazos curtos e médios. Depois de tantos anos de glória , de ter atingido um patamar importante no campeonato nacional e europeu , o Rali Vinho Madeira, perdeu e muito, sendo este ano um evento singular, gerador de grande apreensão quanto ao futuro. Sendo apenas um aficcionado desta prova e leigo na matéria, as informações que retive, através da comunicação social, já no ano passado, foram essencialmente a falta de dinheiro disponível para manter a prova inscrita no WRC, e o afastamento do campeonato da Europa, apesar dos esforços da organização na pessoa do Dr. Paulo Fontes. Tenho aqui de prestar uma homenagem sentida aos organizadores de sempre, pessoas que muitas vezes com sacrifício pessoal, muitas vezes mesmo vexadas quase por todos , se mantiveram e esforçaram-se muito pelas excelentes provas conseguidas, de forma organizada e segura, elogiadas pelas autoridades internacionais na matéria , quando poderiam simplesmente se afastarem como muitos outros, que sabemos, fazem quando surgem as primeiras dificuldades. Aos colaboradores de sempre, alguns meus conhecidos, de forma desprendida (comissários, controladores , etc). E às pessoas entusiastas como eu, que desde sempre reservaram estes dias para ver o rali, espalhadas por toda a ilha. È uma semana de total descompressão, de pura evasão e de grande convívio. Não mereciam este desfecho e o que me inquieta é a dúvida que fica, permanente, se não era possível, as entidades governamentais regionais, terem se envolvido mais e conseguido dar a volta por cima. Recordo que há bem pouco tempo, para o torneio de golfe, o governo arranjou 500 mil euros.