A dignidade com que as equipas do Madeira Andebol SAD sempre disputaram as suas competições tornou-as uma referência e é triste ver a sua equipa feminina ser impedida de participar nas competições europeias por falta de dinheiro. Quem hasteou a bandeira da região tão alto merecia mais, tal como em todas as modalidades em que o mesmo está a acontecer. Estas últimas épocas só podem ser catalogadas como o funeral do projecto desportivo regional, antevendo-se óbvias repercussões eleitorais em breve, também devido a isto.
Sempre pensei que seria o campeão regional de futebol da Madeira a ascender à 2ª Divisão Nacional, mas afinal será a Camacha mesmo sem o ter vencido. A dúvida agora é de onde virá o “pilim” para esta altruística aventura?
Por outro lado temos o início dos campeonatos profissionais à porta com as ambições de sempre, com o meu apreço a ser dirigido aos seus dirigentes, pois é cada vez menos atractivo exercer esse tipo de funções pelas razões que se conhece.
Desde criança que desejo ter um detector de mentiras portátil ou conseguir ler com exactidão os pensamentos dos “grandes” afim de descobrir o que verdadeiramente querem. Depois de adulto esse desejo retornou após a recente utilização das ilhas Selvagens como “fait-divers” pateta, que só visou distrair as atenções do que se passava em Lisboa. Não seria giro saber que pensamentos tiveram “as sorridentes cagarras” que acompanharam os ilustres visitantes que lá passearam? Ou que ventos e tempestades perpassaram pelas mentes de tão geniais equilibristas? O medo de uma queda eminente? Pois… Até breve.
João MM Castro