Todos nós já tivemos um bloqueio de computador, situação irritante, resolvida por vezes com o simples reinício do mesmo, o vulgar “RESET”. Na Madeira vive-se algo semelhante. Perante as adversidades verificamos a inação do governo regional e o conformismo da sociedade, um verdadeiro bloqueio à resolução dos nossos problemas. Exemplos:
O discurso jardinista de “ódio” constante a Lisboa, nada nos traz de concreto. Aliás, os Açores ao preferirem a cooperação, acabam beneficiados, quer seja o PS ou o PSD a mandar na República. A Lei de Finanças Regionais açoriana foi suavizada, não há a austeridade do PAEF, o IVA é mais baixo, há mais transferências e a dívida é um terço da nossa.
O conceito “orgulhosamente só”, até mesmo a independência é um mito. As receitas fiscais da Madeira (730 milhões) não chegam para pagar sequer as despesas de saúde e educação (770), quanto mais tudo o resto. Nós precisamos de amigos e não de inimigos.
O nosso modelo de desenvolvimento, baseado na construção com dinheiro alheio, seja vindo da República, da Europa, da banca ou até sem ele, como aconteceu com as “faturas escondidas”, resultou num empobrecimento do nosso sector produtivo, especialmente o turismo, em desemprego, em emigração e sofrimento das famílias.
A partidarização da Madeira, em que, só quem é laranja tem responsabilidades e, dentro destes, só aqueles que dizem sempre sim, levou à ineficiência das decisões, ao imobilismo, à corrupção e à perda de oportunidades.
Numa altura em que se corta na alimentação escolar e nos bisturis do hospital, há ainda dinheiro público para a Herdade do Chão da Lagoa, para almoçaradas servidas pelo candidato Bruno Pereira e para o “Jackpot” partidário.
Há anos que o poder não se renova. Conhecem alguma nova cara nos últimos anos? Conhecem alguma política nova deste governo? Não, porque simplesmente não há!
Assim caros leitores, a 29 de Setembro primam o botão “RESET” e verão que o bloqueio começará a ser resolvido, quer na economia, quer nas famílias, quer no próprio PSD Madeira.
Mário Pereira