Nada contribuiu tanto para a globalização como a Internet e a globalização mudou, definitivamente, a nossa percepção do Mundo.

As aspirações e as referências de um jovem de uma vila pequena e distante face às de um outro jovem da mesma idade, mas de um ambiente urbano, são hoje muito mais próximas do que eram há 20 ou 30 anos atrás entre ambos. Hoje, ambos têm acesso quase directo às mesmas referências musicais, livros, indumentária, estilos de vida e referências aspiracionais. Numa palavra, a rede social aproximou-nos a todos.

A geração dos jovens que hoje têm menos de 15 anos não teve nunca a ideia de um mundo não global. Não o viveu nem o consegue conceber. A Internet destruiu fronteiras, eliminou barreiras e continua a trazer novas oportunidades em todas as frentes.

A segunda característica mais relevante do ponto de vista social, da Internet, é a democratização que ela gerou no acesso à informação (não necessariamente ao conhecimento) e para tal basta constatar qual o regime politico que vigora nos países que restringem o acesso e a partilha de conteúdos web.

O acesso à informação, primeiro passo para uma cultura de exigência e conhecimento, é aquilo que pode dar a um país a maior riqueza que ele pode ter: a sua formação, a sua capacidade crítica e o seu desenvolvimento humano e cultural. Hoje, o outro lado do Mundo chama-se “Google Earth”. Por detrás de expressões como “Google it” ou “googlar” estão não apenas a noção de um Mundo mais próximo e acessível mas também, a meu ver, bastante mais enriquecedor. E ainda aqui vamos...

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Luís Sena-Lino