Lá como aqui também temos as PPs, os Swaps, as Fundações, e tantos outros truques financeiros Com a bandeirinha de Portugal na lapela e com a boca cheia de discursos alegadamente patrióticos, os ex-meninos da JSD entretêm o País com as suas guerras de poder. Passos Coelho e Paulo Portas, irmãos desavindos da escola da JSD, agravaram a crise política no País, a qual foi retratada cruamente na carta de demissão de Vítor Gaspar, atribuída ao fracasso das políticas de austeridade que foram aplicadas em Portugal e da crise em que estava o Governo. Paulo Portas decidiu aproveitar esta “janela de oportunidade” para apresentar a sua demissão “irrevogável”! Cedo se viu que essa demissão “irrevogável” dependia de conseguir ou não reforçar os seus poderes e mais “tachos” para membros do seu Partido! Tudo em nome da Pátria e na defesa dos interesses do Povo Português, quando apenas defendem a troika e os seus interesses partidários! José M. R. na Madeira, seguidor acrítico do chefe, cedo passou de defensor de eleições antecipadas para defensor dum Governo recauchutado com mais presença do CDS/PP, quando percebeu as reais intenções de PP - que grande coerência!!! Cavaco Silva, perante esta situação e conhecedor de que a crise reside no facto de existirem grandes divisões no PSD e no CDS/PP quanto ao corte de 4700 milhões de euros sobretudo em salários e pensões, decidiu dar uma mão à coligação moribunda e estender uma armadilha ao PS a ver se ele apoiava essa medida e assim ajudava a contrariar a revolta que ela levanta no Povo e mesmo em parte dos Partidos no Poder! O PS já sabia o que o esperava - era um acordo para ajudar a aplicar as medidas de austeridade! Nem devia ter dialogado nessas condições! Fez mal! O Governo agora volta recauchutado e com mais força aparente, apesar de passar a contar com um cavaquista, Rui Machete, co-responsável pelo grupo BPN/SLN, cuja fraude está a custar milhares de milhões de euros aos contribuentes! Só que os problemas que ditaram a anterior crise continuam a existir! O corte de 4.700 milhões de euros provoca, de acordo com o Boletim de Verão do Banco de Portugal, uma queda do PIB de 9,4 mil milhões de euros o que por si só aumentaria a dívida de 127,9% para 132% do PIB e implicaria uma diminuição de receitas de 3,3 mil milhões de euros, para além de aumentar o desemprego e as falências de Empresas por causa do aumento do consumo interno que se dará. É uma medida políticamente insustentável e financeira e económicamente desastrosa, para além de ser devastadora do ponto de vista social. Mas a recauchutagem governamental não a afasta. Maria Luís Albuquerque, a Ministra “Swap”, fez questão de assumir no parlamento que rejeita a carta de demissão de Gaspar e que vai seguir a política anterior de austeridade sem limites. Não é o ganho de poder de PP nas relacções com a troika que vai impedir tal caminho - Passos Coelho já avisou que não se meta nas competências da Ministra das Finanças. Mas o PP tem de pagar o preço pelos tachos e reforço de poderes do seu Partido no Governo - tem de apresentar o plano de corte de 4.700 milhões de euros e assumir o odioso da questão! Mas se o corte, de acordo com o Banco de Portugal, vai provocar mais recessão e desemprego como é que o PSD e o CDS/PP podem falar em crescimento da economia? Enquanto se mantiver esta política o caminho lá é como o de cá! Existe dinheiro sugado aos contribuentes que depois é espatifado, para dar origem a mais austeridade! Aqui temos o JM, as obras nas ribeiras e o novo Porto do Funchal, e tantas outras despesas não prioritárias e inúteis - enquanto isso corta-se na Saúde, na Educação e em tantas despesas fundamentais para os cidadãos. E tem-se a lata de pregar contra o actual regime constitucional que deu tachos a este poder laranja e pedir um governo presidencial que instaurasse uma ditadura até o fim do resgate para referendar uma nova Constituição sem liberdade!!! Lá como aqui também temos as PPs, os Swaps, as Fundações, e tantos outros truques financeiros que, somados aos elevados juros e a uma dívida que têm de ser renegociados, sugam o dinheiro dos contribuentes o qual daria para custear as funções sociais do Estado e assumir o desenvolvimento com emprego. Cavaco ajudou o Governo a recauchutar-se. Mas é sol de pouca duração, pois os problemas que levaram a esta crise vivem e voltarão! Até que rebentem outra vez e conduzam a eleições para mudar de política! Paulo Martins
Lá como aqui também temos as PPs, os Swaps, as Fundações, e tantos outros truques financeiros
Com a bandeirinha de Portugal na lapela e com a boca cheia de discursos alegadamente patrióticos, os ex-meninos da JSD entretêm o País com as suas guerras de poder. Passos Coelho e Paulo Portas, irmãos desavindos da escola da JSD, agravaram a crise política no País, a qual foi retratada cruamente na carta de demissão de Vítor Gaspar, atribuída ao fracasso das políticas de austeridade que foram aplicadas em Portugal e da crise em que estava o Governo. Paulo Portas decidiu aproveitar esta “janela de oportunidade” para apresentar a sua demissão “irrevogável”! Cedo se viu que essa demissão “irrevogável” dependia de conseguir ou não reforçar os seus poderes e mais “tachos” para membros do seu Partido! Tudo em nome da Pátria e na defesa dos interesses do Povo Português, quando apenas defendem a troika e os seus interesses partidários! José M. R. na Madeira, seguidor acrítico do chefe, cedo passou de defensor de eleições antecipadas para defensor dum Governo recauchutado com mais presença do CDS/PP, quando percebeu as reais intenções de PP - que grande coerência!!! Cavaco Silva, perante esta situação e conhecedor de que a crise reside no facto de existirem grandes divisões no PSD e no CDS/PP quanto ao corte de 4700 milhões de euros sobretudo em salários e pensões, decidiu dar uma mão à coligação moribunda e estender uma armadilha ao PS a ver se ele apoiava essa medida e assim ajudava a contrariar a revolta que ela levanta no Povo e mesmo em parte dos Partidos no Poder! O PS já sabia o que o esperava - era um acordo para ajudar a aplicar as medidas de austeridade! Nem devia ter dialogado nessas condições! Fez mal! O Governo agora volta recauchutado e com mais força aparente, apesar de passar a contar com um cavaquista, Rui Machete, co-responsável pelo grupo BPN/SLN, cuja fraude está a custar milhares de milhões de euros aos contribuentes! Só que os problemas que ditaram a anterior crise continuam a existir! O corte de 4.700 milhões de euros provoca, de acordo com o Boletim de Verão do Banco de Portugal, uma queda do PIB de 9,4 mil milhões de euros o que por si só aumentaria a dívida de 127,9% para 132% do PIB e implicaria uma diminuição de receitas de 3,3 mil milhões de euros, para além de aumentar o desemprego e as falências de Empresas por causa do aumento do consumo interno que se dará. É uma medida políticamente insustentável e financeira e económicamente desastrosa, para além de ser devastadora do ponto de vista social. Mas a recauchutagem governamental não a afasta. Maria Luís Albuquerque, a Ministra “Swap”, fez questão de assumir no parlamento que rejeita a carta de demissão de Gaspar e que vai seguir a política anterior de austeridade sem limites. Não é o ganho de poder de PP nas relacções com a troika que vai impedir tal caminho - Passos Coelho já avisou que não se meta nas competências da Ministra das Finanças. Mas o PP tem de pagar o preço pelos tachos e reforço de poderes do seu Partido no Governo - tem de apresentar o plano de corte de 4.700 milhões de euros e assumir o odioso da questão! Mas se o corte, de acordo com o Banco de Portugal, vai provocar mais recessão e desemprego como é que o PSD e o CDS/PP podem falar em crescimento da economia? Enquanto se mantiver esta política o caminho lá é como o de cá! Existe dinheiro sugado aos contribuentes que depois é espatifado, para dar origem a mais austeridade! Aqui temos o JM, as obras nas ribeiras e o novo Porto do Funchal, e tantas outras despesas não prioritárias e inúteis - enquanto isso corta-se na Saúde, na Educação e em tantas despesas fundamentais para os cidadãos. E tem-se a lata de pregar contra o actual regime constitucional que deu tachos a este poder laranja e pedir um governo presidencial que instaurasse uma ditadura até o fim do resgate para referendar uma nova Constituição sem liberdade!!! Lá como aqui também temos as PPs, os Swaps, as Fundações, e tantos outros truques financeiros que, somados aos elevados juros e a uma dívida que têm de ser renegociados, sugam o dinheiro dos contribuentes o qual daria para custear as funções sociais do Estado e assumir o desenvolvimento com emprego. Cavaco ajudou o Governo a recauchutar-se. Mas é sol de pouca duração, pois os problemas que levaram a esta crise vivem e voltarão! Até que rebentem outra vez e conduzam a eleições para mudar de política!
Paulo Martins