Felizmente, já muitos aceitam que a evolução, e grau de civilização e de maturidade, de uma sociedade pode “medir-se” pelo modo como esta trata os animais não-humanos. Nestes tempos novos de rápidas mudanças de como percepcionamos o nosso lugar no Espaço e no Tempo, no Universo e no acontecer da vida, a primeira barreira entre nós e o futuro que temos que derrubar é a da maneira como tratamos e nos relacionamos com os nossos parentes animais no seio das nossas sociedades. Significativamente, no passado dia 6 de Julho, teve lugar, na Fundação J. Silvério Pires, no Funchal, a constituição da Plataforma VIVER – Cidadãos por um tratamento ético dos animais na Madeira e Porto Santo. Trata-se de um grupo apartidário de cidadãos muito interessados no avanço e aprofundamento da causa animal na nossa região. A Plataforma VIVER não pretende ser mais uma associação animalista, mas sim estar ao serviço das associações já existentes, colaborar com elas e apoiá-las, assim como aos grupos informais e cidadãos individuais com acção no terreno em prol do bem-estar animal. A Plataforma visa, portanto, fazer aquilo que as associações, grupos e indivíduos, por si sós não podem, ou não estão vocacionados para fazer: organização de eventos mais amplos, bancos alimentares animais, acções de lobbying junto de instituições regionais, nacionais e internacionais, parcerias com tais instituições, a construção de um santuário animal sem jaulas, uma rede regional de alerta contra maus tratos a animais, acessória jurídica, uma rede regional estruturada de FATS (famílias de acolhimento temporário de animais), protocolos, campanhas de esterilização gratuitas e de recolha de donativos físicos… Em suma, visa constituir um forte lobby pró-animal na região para impulsionar a causa animal como uma causa em si profundamente social, que não merece estar reduzida ao “gueto2 onde alguns ainda a querem ver. Quem quiser se juntar a esta aventura em prol da vida, por favor contacte-nos. [email protected]
Miguel Santos Cooperante da “Espaço às Artes - Cultura Ponto Zero”