Miguel Campos Li com interesse a opinião do munícipe Emanuel Gaspar sobre a recolha de resíduos pré triados, congratulo-me com o seu interesse na matéria, contudo não posso deixar passar em branco os seus considerandos, que não pretendendo atribuir á inércia da proximidade de atos eleitorais, atribuo unicamente a uma observação incompleta. Disponibiliza a CMSC ecopontos em pontos estratégicos a fim de promover a recolha seletiva, numa política ecologicamente correta e não mercantilista. Verifica-se que o facto de os ecopontos serem públicos, nem todos os munícipes os utilizam corretamente, quer por ignorância, quer por comodismo ou e, não poucas vezes por vandalismo. Infelizmente os resíduos removidos só são aceites no operador se (atenção) não estiverem contaminados, verificando-se que muitos munícipes destroem o esforço da separação de resíduos dos seus congéneres, entupindo os contentores com tintas, óleos, comidas, materiais de construção. Quando se efetua a remoção, se um contentor estiver contaminado perde-se todo o trabalho efetuado até á data, uma vez que os resíduos não são valorizados. Se admitirmos que trabalha a SRS com 36 funcionários (menos de um para cada milhar de habitantes no concelho), tem no momento poucas viaturas e meios, o esforço na remoção é enorme e, raramente reconhecido, ou mal-entendido, determinadas observações têm um cunho mais contundente para os funcionários e serviços. Algumas das viaturas da SRS removem indiferenciados e, no turno seguinte promovem a recolha seletiva, contudo para evitar que alguns elementos da população usem abusivamente os ecopontos como local de despejos avulsos foram emanadas diretivas no sentido de nos circuitos serem recolhidos todos os materiais depositados no solo em volta dos ecopontos. Enquadrando outra vertente, os resíduos não contaminados são entregues ao mesmo operador que a Camara do Funchal entrega e pelos mesmos valores, revelando aqui o munícipe algum desconhecimento para não dizer total de causa. Quanto às taxas que “aufere” o município com a recolha de RSU, é de fácil consulta e depreende-se que são lesivas para o erário publico, uma vez que nem de perto cobrem o ónus operativo (refiro-me unicamente á taxa de RSU). A aquisição de 8 viaturas novas, a criação de uma central de transferência e, eventualmente num futuro que sinceramente espero breve, a admissão de mais pessoal para a SRS permitirá um serviço de qualidade para a população, contudo tal só será possível com a colaboração da mesma. Como nota final e ainda relativamente aos ecopontos, dou-lhe em primeira mão alguns dos itens que são lá colocados, tais como porcos, cabras, frigoríficos, tijolos, cimento, pedras, restos de matadouros, pneus, colchões, mobília, televisores, tintas, óleos, tapetes, janelas, portas, cães, sanitas, banheiras e muito mais de uma lista por demais ampla e, isto quando não são incendiados os contentores, tudo elementos que prejudicam o trabalho dos funcionários da SRS. A isto chama-se não saber viver em sociedade e, infelizmente acontece por demais vezes. Disponibilizo-me a remeter fotos identificadas de todas estas situações e aclarar o que tiver por bem querer, contudo creio que valorava mais sua preocupação se ela incindisse sobre algumas das situações apontadas acima, pois creia bem que o silêncio é compactuar com elas e certamente, como munícipe atento não as desconhece. Isto não é politica, é a vida diária do nosso Concelho que pretendemos garante de qualidade de vida para todos.