O ministro das Finanças, Vítor Gaspar demitiu-se, o ministro dos negócios estrangeiros Paulo Portas também apresentou a sua demissão, mas não foi

aceite pelo primeiro ministro Passos Coelho.

Imediatamente os dois partidos da coligação que constituem o governo encetaram negociações e passados alguns dias chegaram a acordo com a remodelação governamental anunciada, nomeadamente, Paulo Portas assumiria o cargo de vice ministro, acumulando a pasta da economia.

Atrevo-me a dizer que, se calhar, deveria ter sido esta a orgânica do governo logo de início.

Possivelmente o caminho seguido nestes últimos dois anos teria sido diferente, para melhor.

Pergunto. Se os partidos da coligação tinham chegado acordo, a crise no governo para já, estava ultrapassada, este manter-se-ia em funções, estavam dados os sinais necessários ao exterior, acalmando os credores, porquê que o presidente da república não aceitou o o modelo apresentado ,

e “ baralhou as cartas “ , exigindo um acordo com o PS, já à partida

impraticável, conforme declarações e postura do António Seguro?

O senhor presidente “baralhou e voltou a dar as mesmas cartas aos jogadores”.

Quanto custou ao País em acréscimo de juros, estas semanas?

É caso para dizer:

Volta Miguel Sousa Tavares, estás perdoado!