1. Cavaco Silva não fez a vontade presidencial a Jardim e manteve o actual governo em funções até 2015. Hugo Velosa agradece e não pensem que é por egoísmo, pois assim sempre se mantém em São Bento por mais uns meses. Diz que neste contexto de incerteza a Madeira fica a ganhar. Em tempo de encenação e desgoverno será que haverá mais ganhos, por exemplo, com madeirenses a integrar a remodelada comissão liquidatária?

2. Jardim não fez a vontade a quem organiza o ‘48 horas a bailar’ e, quando faltavam actuar três grupos, interrompeu o festival de folclore para usar da palavra antes que chovesse, o povo debandasse e a fotografia não desse um poster. Ainda há dúvidas que é preciso uma nova classe política?

3. Poiares Maduro não fez a vontade a Alberto da Ponte e recusou pagar os 10 milhões de euros que a Empresa da Electricidade da Madeira não entregou à RTP, verba referente à contribuição audiovisual cobrada desde 2005. Era uma vez a regionalização da televisão ou será que o serviço público de televisão acabará por redundar num encontro de contas entre Estado e Região?

4. Brazão Castro não fez a vontade aos humildes cidadãos que se indignam por ver um ex-governante a usar bens públicos como se fossem seus e voltou a fazer férias ‘low cost’ nas casas que são nossas no Porto Santo. O eterno secretário não vê mal nenhum na benesse, pois alega que cumpre regulamentos. Alguém sabe onde podem ser consultados, sobretudo pelos contribuintes sem direito a marcações vitalícias?

5. Contrariando vontades já tornadas públicas, quase todos os candidatos a presidentes de Câmara e de Junta prometem apostar tudo o que têm no Turismo. Se assim é, para quê manter na Região uma dispendiosa secretaria, uma limitada direcção e uma Associação de Promoção, organismos de quem os autarcas têm inúmeras razões de queixa?