A História tem demonstrado que as crises económicas e convulsões sociais são ciclos num processo dinâmico no crescimento e desenvolvimento das sociedades humanas. Com maior ou menor dificuldade os povos têm sabido ultrapassar os momentos conturbados fruto de erros de gestão ou de conjunturas exógenas de difícil controlo. Nos Países, Associações Culturais, Federações Desportivas e demais comunidades humanas surgem exemplos estóicos de sucesso. Claro que isso só foi possível com o surgimento de líderes competentes e capazes de unir os povos em torno de um desígnio nacional. O problema em Portugal é que não temos nem uns nem outros. Dizia Gandhi, “Um não dito com convicção é melhor e mais importante que um sim dito meramente para agradar, ou, pior ainda, para evitar complicações”. Afinal andam a negociar o quê? Nem sim nem não, apenas transparece intriga política buscando apenas o seu espaço em futuros actos eleitorais, colocando governados contra governados (onde é que eu já vi isto, meu Deus) “marimbando-se” completamente para os reais e graves problemas que os portugueses enfrentam dia a dia. Tudo isto “abençoado” por um ineficaz e inútil Presidente da República, “baptizado” de palhaço pelo Miguel Sousa Tavares, que resolveu se inspirar nas Ilhas Selvagens, território da R.A.Madeira. A culpa é do Príncipe do Ilhéu da Pontinha. Se não tivesse autorizado a visita do Soberano irmão, o sossego das cagarras que habitam a Ilha não teria sido perturbado durante dois dias. Políticos profissionais e amadores, empresários, sindicatos, jornalistas e demais comentadores sugeriram vários cenários para o desfecho da crise. Mas... Eleições antecipadas? Não. Governo de iniciativa Presidencial? Não. Governo de coligação PSD/CDS? Não. Governo de coligação PSD/CDS/PS? Não. Governo com incidência parlamentar? Não. Desculpem a ousadia deste humilde e simples escriba, mas eu tenho a solução para a crise e que ainda não vi sugerida. Eleições antecipadas, sim, mas para a Presidência da República. Como escreveu Stieg Larson, jornalista e escritor sueco... “Não há inocentes, há apenas diferentes graus de responsabilidade”.
Francisco Costa Técnico de arbitragem