Gabriel de Jesus No dia 17 de Julho jantei mais cedo a fim de presenciar o programa da RTP-M ‘Interesse Público’. Acomodei-me no sofá e finalmente arrancou o debate, notando da parte do moderador que lhe interessava mais ouvir dizer mal do que a valorização da obra feita. Para meu espanto, os entrevistados simplesmente destacavam o seu sector e raramente falaram do Porto Moniz no seu todo, para satisfação do jornalista. O manifestar de opiniões tomou proporções inimagináveis quando alguém que nem é do concelho resolve dizer mal de tudo e de todos, sendo-lhe concedido por parte da realização demasiado tempo de antena, algo que aos outros foi negado, com tentativas frequentes para cortar a palavra. Os nativos do Porto Moniz nasciam a tudo impávidos e serenos como se nada lhes dissesse respeito, enquanto o senhor do Clube Naval do Seixal desrespeitava a terra que o acolheu. Como sócio pagante e com as quotas em dia não podia mais suportar tal desplante, vindo de alguém sem escrúpulos. O meu grito de revolta foi manifestado através da destruição do meu cartão de associado. Pensei estar a ter um pesadelo sem nada poder dizer ou opinar. Finalmente fez luz. Surgiu da plateia uma voz inconformada de alguém que também não é natural desta terra, mas que teve bom senso, pois assistiu ao longo dos anos toda a transformação para melhor deste concelho. A esse o meu muito obrigado. Não gostaria de terminar sem antes classificar as opiniões dos intervenientes. Senhor do Cachalote - 20 pontos; Senhora do hotel - 18 pontos, Rui Nelson - 17 pontos; restantes entrevistados, à excepção de um - 10 pontos; representante do Clube Naval do Seixal - 0 pontos. Também me informei que não é verdade que os hotéis não saibam acolher determinado tipo de turistas, como aqueles que participaram em Maio no europeu de canyoning. Sei que um hotel de 4 estrelas até colocou estendais em cada varanda para os atletas colocarem fatos e cordas a secar.