António Macedo Sob este título, o Dr. Manuel de Brito publicou, na edição do dia 16 do corrente mês de julho deste jornal, o seu habitual artigo de opinião. Tal como em muitos outros, deixou um apontamento de história, de que tanto gosta, assumindo, mais uma vez, o papel de educador, não da classe operária, (já reinvindicado por outros) mas do povo em geral, e de uma certa elite em particular. A loucura de Erasmo, de que faz uso nos seus comentários, é, como diz, bem diferente da que invoca nos primeiros parágrafos do texto, concretizando nas atitudes recentes do ex-ministro das finanças, do ministro dos negócios estrangeiros e do primeiro ministro, diversas versões de um comportamento louco, no conceito mais comum do termo. Faltou juntar a este trio, quem se tem comportado como um “ serial killer” responsável pelo assassinato político de várias figuras públicas ao longo dos anos e dos últimos governos do país. Perfeitamente identificado e localizado, vai sobrevivendo aos diversos ataques de que tem sido alvo, graças, porventura, a uma protecção sobrenatural implorada em Fátima, a uma excelente condição física que lhe permite subir coqueiros e a uma alimentação mediterrânica, à base de carapaus alimados, legumes regados com azeite e muita fruta do laranjal. Acrescentaria ainda, para completar a explicação desta longa sobrevivência, mais um factor determinante; a loucura, a verdadeira, de grande parte do povo português.