Tive oportunidade de estar presente em dois eventos inseridos nas Jornadas de Inovação em Santana. Como interveniente, num workshop relacionado com as actividades náuticas. Noutro, onde o BTT assumiu o papel principal, como entusiasta e espectador. Esta iniciativa, que se louva e que abrangeu muitas outras vertentes, desportivas e não só, visava proporcionar às gentes locais, um contacto com diferentes oportunidades, quer do ponto de vista lúdico, quer do ponto de vista profissional. Para me inteirar das potencialidades de Santana, nas modalidades em que participaria, percorri, na medida do tempo disponível que tinha, o concelho por mar e terra. Recorrendo a modalidades tão distintas como o Stand Up Paddle, o BTT ou as simples caminhadas, pude constatar duas coisas. Em primeiro lugar, que a Madeira não para de me surpreender, à medida que a vou redescobrindo – fazendo uso dos desportos de natureza como veículo, desde as modalidades já referidas, mas também através do windsurf, do surf, do canyoning, da escalada, etc – e apercebo-me da sua singularidade, da sua beleza intrínseca e do privilégio que é poder viver cá. Segundo, que Santana, tal como muitos outros locais da Região, parece-me um diamante em bruto, à espera que alguém o descubra, cuidadosamente o lapide e se deslumbre perante a sua beleza. Com o turismo activo de natureza a ganhar preponderância à escala mundial, Santana oferece aos locais, a oportunidade de tirar partido do seu contexto regional. O seu isolamento no passado, pode ser uma mais valia no futuro.

João Rodrigues Atleta olímpico