Identificadas que estão as fraquezas, assinalados que estão os pontos a melhorar, apontado que está o caminho a percorrer para confirmar o potencial e consolidar o Porto Santo como ilha turística de qualidade, o que está afinal a faltar? Dinheiro, responderão alguns. E quando houve dinheiro, ou pelo menos a ilusão dele, o que faltou? Estratégia, visão, diálogo, combate ao unanimismo, digo eu. Porque aqui, nestas ilhas que são “das Ilhas, as mais belas e livres”, houve sempre apenas e só uma opinião que contava e que conta. Quantas vezes já não se ouviram ou leram soluções para o Porto Santo? Chegaram na realidade contributos dos mais variados quadrantes políticos, dos mais diversos percursos académicos, do saber mais genuíno, que é o das gentes, o popular. Todavia, pouco ou nada se fez de acordo com essas opiniões. E quando se fez, foi sempre ditado por outros com aval prévio. Implementaram-se ideias, mesmo não sendo as melhores, e quando se errou, não se corrigiu, porque reconhecer o erro, para muitos, é fraqueza. Concluo assim, que há de facto quem não se interesse por arranjar soluções; há quem pretenda manter tudo como está, que preza o “deixa andar”, porque este estado de coisas seguramente interessa a alguns; e há sempre quem defenda interesses partidários em detrimento dos interesses dos seus concidadãos. É por tudo isto que o Porto Santo não conduz o seu próprio destino. Ainda… Há quem se julgue dono da ilha. Mas esta ilha é de todos e para todos, e é ainda muito nossa.

Renata Sousa Vereadora da oposição na CMPS