Décio Pão Tive a honra e o prazer de fazer parte da empresa de transportes de doentes não urgentes. Durante quase cinco anos dediquei-me de corpo e alma por uma causa: O bom serviço de transporte e acompanhante de quem trabalha e desconta para o seu serviço de saúde, principalmente de pessoas idosas, acidentados, com doenças crónicas, etc,etc. Tive quatro meses de formação, mais dois de estágio, estando depois preparado para esse trabalho. E agora??? O que vejo? Uma administração da ESB entregar de mão beijada um serviço credenciado e de excelência a uma administração hospitalar que não sabe o que faz. Manda para o desemprego vinte trabalhadores credenciados, com formação específica na área para dar lugar a duas dezenas de trabalhadores vindos não sei de onde para fazer o mesmo trabalho. Sem formação e sem “jeito” e, mais grave, sem saber um mínimo de socorro pré-hospitalar. Tirando alguns casos, estes trabalhadores vão ter pela frente a árdua tarefa de tratar de pessoas debilitadas sem saber como fazê-lo... Uma vergonha. Estes trabalhadores foram para o desemprego só por não se agacharam aos caprichos do senhor presidente do SESARAM, que queria deitar fora cinco anos de formação, de empenho e de trabalho pela porta fora para passarem a receber 600 euros em recibos verdes, tendo ainda de efectuar descontos que agora são obrigados. A Lei obriga a indemnizar os trabalhadores e a ESB não o fez e deixou o SESARAM fazer o que lhe interessava, mas a Lei só serve para uns, para aqueles que trabalham e que procurando os seus direitos foram todos para o desemprego!