Oprimeiro semestre deste ano foi trágico no que respeita ao encerramento de empresas e consequente perda de postos de trabalho. Os dados conhecidos mostram que deram por finda a sua actividade junto das Finanças nada mais, nada menos, do que 584 empresas, sendo que mais 127 fecharam por insolvência judicial.
No mesmo período, a Região registou a abertura de 468 empresas, ou seja, o saldo foi amplamente negativo.
Numa primeira análise, a consequência mais directa foi a perda de postos de trabalho. No primeiro semestre de 2013, mais 2.100 Madeirenses ficaram desempregados o que, numa Região pequena como a nossa assume, contornos trágicos.
Eu sei, todos sabemos, que uma das principais razões para a péssima situação financeira das empresas da Madeira e do Porto Santo são as dívidas do Governo Regional, das autarquias e das empresas públicas. Muitos dos nossos pequenos e médios empresários esperam mais de 24 meses para receber as verbas que lhes são devidas pelos serviços prestados. Estes “calotes” estão a asfixiar aqueles que trabalham, que criam riqueza, que investem. Estão, de facto, a matar a economia.
Foi essa a razão que levou o CDS-PP Madeira, mais uma vez, a propor uma alteração ao Orçamento Rectificativo apresentado no Parlamento, pelo Governo Regional, no sentido de que fosse dada prioridade imediata ao pagamento das dívidas até 100 mil euros.
Sabe-se que parte substancial das dívidas do Executivo, das autarquias e do do sector público empresarial resulta do somatório de facturas vencidas com montantes inferiores a 100 mil euros. Por aqui se vê a importância desta proposta. Por aqui se vê a insensibilidade do PSD, que a “chumbou” sem sequer argumentar.
É fundamental, repito para que não restem dúvidas, pagar aos pequenos e médios empresários, com o objectivo de salvar o emprego que resta e de potenciar a criação de novos postos de trabalho. O momento extremamente negativo que vivemos não permite que a maioria continue surda, cega e muda, às boas propostas da oposição, que permitem ajudar as empresas e as famílias da Madeira e do Porto Santo.
Lino Abreu