Emanuel Gaspar Eu também moro em frente de um ecoponto, no Caniço, e fico deveras indignado e revoltado com a recolha não selectiva por parte dos serviços do município.

Constantemente há campanhas para a separação dos lixos, existe o programa ecoescolas onde as crianças aprendem desde cedo a separar e as pessoas colaboram e fazem o que é ambientalmente correcto, mas depois, para meu espanto e indignação, é feito tábua rasa do que nos é pedido sendo recolhido pelo mesmo carro de lixo indiferenciado. Então porque se pede esforço aos cidadão? É uma enorme falta de respeito pelos cidadãos e pelo ambiente!

A Câmara do Funchal recolhe o lixo seleccionado e vende-o para reciclagem, contribuindo para os cofres da edilidade. Não se entende como uma Câmara, tão financeiramente depauperada, como a de Santa Cruz, não tem a mesma filosofia!

E se a desculpa é que não há carros suficientes para a recolha (que deveria haver pois todos nós contribuímos com as taxas) então faça-se um protocolo com a Câmara do Funchal para recolherem o lixo seleccionado, ficando, obviamente, essa edilidade com os lucros da recolha.

Tenho conhecimento que em alguns municípios, como o de Machico (o único município da região que verdadeiramente nunca teve um recolha selectiva séria), até os contentores de recolha diferenciada encontram-se espalhados pelo território para recolha indiferenciada, e não estão agrupados em ecopontos, confundido os cidadãos e não contribuindo para uma imagem ambientalmente séria do Município.