O Porto é singular na sua forma de interpretar as tendências e os fluxos turísticos e ao longo destes anos tem sabiamente adaptado a sua estratégia a este importante mercado quer para a cidade quer para a Região Norte apostando em infra-estruturas culturais, conservando seu património material e acima de tudo investindo em gente competente e criativa por forma a obter sucesso nos seus diferentes espaços de cultura.
Recentemente a editora de guias de viagem Lonely Planet elegeu a Cidade do Porto como o melhor destino de férias da Europa 2013, numa distinção internacional que classifica-a como um “hot Spots” a visitar.
Nesta distinção o Porto é classificado como uma “ Capital de artes vibrante”, devido à sua grande aposta na cultura, que sabendo manter a conservação do seu património quer arquitectónico, quer o associado à tradição dos seus vinhos, investiu na oferta de animação cultural com eventos artísticos, destacando os associados ao Museu de Arte Contemporânea de Serralves e aos da Casa da Música.
Também no início deste ano e através da Associação dos Consumidores Europeus, o Porto tinha sido eleito o “ Melhor destino Europeu 2012” entre vinte cidades seleccionadas por um júri da referida associação, ficando à frente de cidades como Praga, Bruxelas, Berlim e Budapeste, numa votação que ocorreu online durante três semanas no site do European Best Destination, tendo sido contabilizados mais de 212 mil votos. Ainda, durante este ano, a Região do Douro também recebeu a distinção de “melhor destino fluvial europeu”, uma distinção feita através do Huffing Post.
Uma estratégia que tendo como objetivo a diversificação da oferta de produtos potencialmente turísticos, regista seus frutos, traduzidos nestas distinções e no significativo aumento do tráfico aéreo do aeroporto Sá Carneiro que em 2011 já era de 13,4 % e que em 2012 atingiu o seu melhor desempenho ultrapassando a faísca dos seis milhões de passageiros, três vezes mais que o registado nos dois aeroportos do arquipélago da Madeira.
Luís Guilherme de Nóbrega