1. O SESARAM começou a ministrar o medicamento pelo qual a doente Rubina Barros aguardava há 4 meses e que pelos vistos se consegue obter em menos de um mês. Esperemos que tenha chegado a tempo e que possamos noticiar na altura certa que o tratamento feito no hospital foi um sucesso. E que todas as Rubinas e doentes com outros nomes sejam tratados com dignidade e nunca vítimas da má gestão, das negligências e das chantagens. Embora não seja essencial nesta fase, era interessante saber quem terá desautorizado Miguel Ferreira, o mesmo que num comunicado inqualificável fazia depender o tratamento de Rubina da devolução à procedência do dinheiro da solidariedade, o que, como se sabe não se verificou? O que levou o presidente do conselho de administração do SESARAM a mudar de ideias? Peso na consciência? A indignação generalizada, inclusive da classe médica? Para quando um ‘mea culpa’ público e o anúncio de demissão?

2. A generosidade de todos quantos participaram na campanha solidária motivada pelo apelo transparente de Rubina Barros foi eloquente e merecedora de respeito. Contudo, para o patrão do Serviço de Saúde, o altruísmo foi enganado e apenas patrocinou “um caso de burla”. De uma administração que nem tem fruta, fraldas e fármacos para dar aos doentes era de esperar outra sensibilidade?

3. Uma venezuelana pagou mais de 700 euros no Centro de Saúde do Porto Santo para tratar uma faringite aguda e uma amigdalite. Que nome se pode dar a este caso? Nem imagino. Caro emigrante casado com estrangeira e caro turista sem seguro de saúde: se vier à Região com a melhor das intenções, não fique doente. É que de nada vos vale ter a Madeira no coração e deixar cá uns euros naquilo que realmente faz bem à saúde. A tabela da cura é cega. Será que o SESARAM julga que assim regulariza calotes e descongela contas?

4. A Madeira volta a estar em obras. Agora que é Verão, época de maior turismo e movimento, é vê-los a remendar estradas e a condicionar o trânsito, a intervir nas zonas balneares e a pedir paciência. Esta gente sabe o que é bom senso?

5. Abre hoje uma nova loja de óptica no Funchal. Mais uma. Perguntam-me porque é se multiplicam como cogumelos? A manifesta falta de visão enunciada nos quatro pontos anteriores e as dificuldades em ver ao longe são por si só argumentos válidos!