Numa altura em que as famílias madeirenses passam pelas piores dificuldades de que há memória, é prudente que os candidatos às próximas eleições autárquicas evitem a demagogia e a promessa fácil, nomeadamente prometendo o que depois não podem fazer e pensem de forma racional num programa social que tenha por base atenuar os sacrifícios que as pessoas enfrentam diariamente.

Nos contactos que efetuamos nesta fase de pré-campanha o que mais ouvimos são as angústias das pessoas, face às enormes medidas de austeridade que são impostas quase diariamente e que deixam as famílias sem dinheiro para alimentação, medicamentos, material escolar, saúde, luz, transportes e outros artigos básicos do dia-a-dia.

Exige-se, por isso, um discurso pedagógico e verdadeiro para motivar as pessoas a votar e a voltar a acreditar nas instituições democráticas. As pessoas estão cansadas dos políticos, sobretudo daqueles que se têm alternado no poder e que dizem uma coisa enquanto oposição e fazem outra completamente diferente quando chegam ao poder.

Pela minha parte, enquanto candidato à Câmara Municipal de Câmara de Lobos, tenho feito um esforço para demonstrar que nem todos os políticos são iguais e que vale a pena participar nestas eleições, pois está em causa o presente e o futuro de várias gerações também ao nível do poder local.

Perante a realidade económica e social que a madeira atravessa, seria bom que os candidatos se comprometessem com aquilo que é essencial para melhorar a qualidade de vida das famílias e criar desenvolvimento económico, social e emprego.

Tenho serenamente mas de forma convicta reafirmado aos eleitores que se a população me der essa responsabilidade, exercerei um mandato social, cujo primeiro objetivo é ajudar o povo de Câmara de Lobos a aliviar os seus enormes sacrifícios.

A decisão está nas mãos do povo e no bom senso dos políticos.

João Isidoro