Após um breve interregno, ao regressar a estas “lides” para de fora tornar a olhar a Madeira, não pode ignorar-se que neste preciso momento em que escrevo, reina uma apreciável confusão que, mais bem dizendo, faz não se perceber para onde vai este nosso Portugal e todos nós, incluindo, obviamente, a Região, afectada que continua pelas suas bem conhecidas questões intrínsecas, a todos nós colocando à beira do precipício.

A indefinição do futuro, a nível nacional, onde sucedem os jogos de poder de uns quantos, bastas vezes animados por interesses que a esses mesmos – bem acomodados – servem, os mesmos que, em boa verdade, se continuam a marimbar para a maioria cada vez mais debilitada, uma situação que mutatis mutandis se repercute e há muito fez escola na Madeira.

Ainda não há um mês, tive oportunidade de passar uns dias no Funchal e de, com muita pena – devo acrescentar – ter constatado que a tal, como classifiquei, “lufada de ar fresco” que antecipava, na sequência da visita anterior, para saudar este ano de 2013, que já vai a meio, tarda em ser uma realidade com um longo percurso ainda pela frente, até ser aquilo a que aspiram e merecem os Madeirenses.

Não obstante as limitações de espaço, em poucas linhas, gostaria de consubstanciar a afirmação, sem perder a oportunidade de, como tantas vezes se diz, lançar mais umas achas para a fogueira e, sem me gastar em grandes pormenores, nunca será demais alertar para alguns detalhes de questões bem diferentes mas que justificam fazer despertar os Madeirenses menos atentos, questões essas que bem se colam ao meu último apontamento sob o título ”água mole em pedra dura…”.

Uma das questões mais visíveis, tem que ver com a frente-mar do Funchal, da Pontinha até ao Forte de Santiago que tem passado por diversas fases; uma delas foi o arranjo da velha Estrada da Pontinha, tudo pago pelo erário público, onde continua há dois anos sem utilização, o edifício na nova Praça do Mar que há muito tem sinais bem visíveis de degradação; sem esgotar há que acrescentar as obras infindáveis, na foz da Ribeira de São João e mais adiante as da Praça da Autonomia e da junção das fozes das Ribeiras de Santa Luzia e de João Gomes, que se arrastam desde o temporal de 20 de Fevereiro de 2010. De positivo cabe fazer uma menção especial, ao almejado fim do “Vagrant”, tendo com prazer assistido ao início dos trabalhos de remoção, no passado mês de Junho – uma questão para que, ao longo dos últimos 7 anos, alertei em várias ocasiões, pelas razões bem conhecidas, nomeadamente, tendo em consideração que ali se situa a “Porta de Entrada” nobre da Região.

Todo o antecedente, embora pareça desgarrado do objectivo deste apontamento, é só mais uma evidência da confusão que reina e que condiciona a governação cada vez mais fragilizada, quer a nível regional quer nacional, a que importa pôr termo, pela Madeira e por Portugal, só assim evitando a queda iminente no tal precipício.

[* por decisão do autor, este texto não respeita as normas do Acordo Ortográfico]

Francisco Leite Monteiro