Com cinco anos de idade, foi diagnosticado ao Emanuel Gonçalves, o Síndrome do Guillain-Barré que afetou os sistemas nervoso/muscular, deixando-o completamente paralisado. Por indicação médica, já com 6 anos de idade, iniciou a prática da Natação como meio de reabilitação e foi precisamente nessa altura que aprendeu a nadar. Como qualquer criança, Emanuel Gonçalves tinha sonhos, tendo em “Luís Figo” ou “Ian Thorpe” as suas referências, enquanto atletas de excelência, como também um “Paulo Franco” ou um “Tomás Freitas” a um nível menos alto, mas não menos inferior. Emanuel Gonçalves, afirma na primeira pessoa que “muito graças ao fenómeno desportivo da Natação e ao meu grupo, consegui aos poucos e poucos fazer pequenas conquistas, ultrapassar barreiras físicas e psicológicas, construir uma carreira desportiva repleta de vários triunfos importantes, mas especialmente, transformar-me na pessoa que sou hoje e que me orgulho muito de o ser”. Pela terceira vez, está a lutar para alcançar um dos seus meus maiores sonhos de vida: participar numa edição dos Jogos Paralímpicos (Rio 2016). A frequentar a licenciatura de Educação Física e Desporto na Universidade da Madeira, tenho a certeza que Emanuel Gonçalves tem muito orgulho do percurso que fez, e com a sua determinação irá conseguir atingir os seus objetivos, e contribuir para que outras tantas crianças, vejam nele o atleta de elite e de referência humana. Queria igualmente destacar, a homenagem do GR por ocasião das comemorações do Dia da Região, a insígnias honorífica Autonómica de Distinção ao Prof. Vicente Franco, pelo seu papel de educador e agente desportivo de várias modalidades, em especial na Natação. São exemplos destes, que me fazem acreditar que o investimento feito nas infra-estruturas da Natação, são importantes investimentos públicos, em beneficio do desenvolvimento da pessoa humana e das populações. Abraço

Avelino Silva Gestor desportivo