José António de Freitas Li no DN no fim-de-semana, a informação da realização nos próximos dias, da festa do mar no concelho do Porto Moniz. Evento que já constitui cartaz há alguns anos pela suas características únicas, pela beleza do recinto, pela qualidade da organização. Sem dúvida importante e necessário na dinimização económica e recreativa do concelho. Recomenda-se! Contudo, fiquei apreensivo e desiludido, pelo principal artista convidado, o grande Paulo Gonzo, figura de excelência no meio musical nacional, e que nós madeirenses tivemos oportunidade de assistir ao seu espetáculo fantástico, há menos de um ano por ocasião das festas de São Vicente, em Agosto de 2012, no concelho vizinho. Exactamente por isso que escrevo estas notas. Nos últimos anos, as festas no norte e no sul têm sido oprtunidades para nós madeirenses, limitados à ilha, de assistir a concertos de artistas de nome a nivel nacional e até alguns internacionais, esbatendo alguma insularidade no âmbito da cultura e do divertimento. Acredito eu, que no caso em apreço, o concerto realizado pelo Paulo em São Vicente, que dista cerca de 10 quilómetros do Porto Moniz, que atraíu fãs de vários pontos da ilha (eu vim do concelho de Santa Cruz), tenha contado com pessoas do Porto Moniz. Assim, porquê repetir o concerto, quando se poderia convidar outros artistas ou grupos da mesma envergadura, abrindo assim novas oportunidades a todos em geral, e até se calhar, atraír mais pessoaas ao evento? Esta situação faz-me lembrar as quezílias e guerrinhas mesquinhas entre vizinhos, em que se um adquire algo novo, o outro também adquire exactamente igual, para provar que também tem poder económico para tal. Mentalidades!