Hoje em dia parece que o melhor emprego do mundo é ser Primeiro-Ministro, ou deverei chamar de Super Primeiro-Ministro? Tudo é fácil, tudo é possível, o céu é o limite para este homem que controla o país. Tira daqui, corta dacolá, reduz ali e já está, política de primeira num país de primeira. Passos Coelho, já este ano, quer contribuições para a ADSE num aumento de 0,75 pontos percentuais, quer cortar nas pensões de quem trabalhou uma vida inteira a descontar, quer reduções na educação e quer também que, gentilmente, as pessoas se retirem aos 66 anos. Felizmente oferece a possibilidade de retiro aos 65, com uma gentil penalização incluída, sendo então prejudicados aqueles que anseiam por entrar no mercado de trabalho e levando a que, muitas vezes, fósseis continuem em serviço, não menosprezando aqueles que tão bem cumprem o seu trabalho. Falo daqueles que se arrastam anos e anos a fio, prolongando a entrada de alguém com vontade de mudar as coisas. Vamos então ser super-heróis e cortar nisto tudo. Deixemos acumularem-se reformas, ofereçamos pensões vitalícias a quem tão bem geriu o/a país/região ao ponto de estarmos como estamos. Proporcionemos viagens à lá garder com tudo pago, brindemos com imunidade política aqueles mágicos que desaparecem com o dinheiro e deixemos com que os políticos possam, após os seus 3 mandados como presidentes de uma Câmara, concorrer à Câmara do lado. Nisto estamos bem. Deixemos então os cortes para as pensões e para aqueles que muitas vezes não têm dinheiro para porem comer na mesa e darem uma educação digna aos seus filhos.
Rúben Castro