
Não podemos ter uma crise política, o País não aguenta, o Presidente da República não acha oportuno. Tudo tretas, frases feitas e atestados de estupidez passados aos portugueses.
Até hoje, não percebi porque é que ir a votos, realizar eleições antecipadas ou dissolver uma Assembleia é pior do que aquilo que estamos a passar. Não percebi eu, nem a esmagadora maioria dos portugueses, para quem o dia-a-dia não poderia ser pior, o horizonte já passou por todos os tons de negro conhecidos e não confiam nas promessas – já derrotadas antes de aplicadas – que o governo apresenta.
Há mais de um ano que é um facto que este é um péssimo Governo da República, incompetente quase sem excepções, com um ministro das Finanças que só por ironia se pode classificar como competente, um primeiro-ministro que só o é na placa à porta do gabinete e um líder do parceiro minoritário da coligação que há muito está a fazer pela vida e a preparar um segundo casamento, agora mais à esquerda.
Manter esta situação parece, isso sim, um factor e instabilidade e agravamento da crise no País.
Cavaco Silva acha que não, provavelmente porque a sua fidelidade partidária obriga a manter uma situação que uma larga maioria dos portugueses – as sondagens são mais do que esclarecedoras – pretende alterar.
Como dizia o palhaço Tiririca, “pior do que está, não fica”.