José António G. de Freitas Portugal quando recorreu ao resgate financeiro internacional, ainda estava o PS no governo, já em vésperas de se demitir. A forma apressada e fragilizada dos intervenientes na negociação do acordo, por parte do nosso país, não podiam gerar, de forma alguma, uma negociação que salvaguardasse minimamente os interesses e a dignidade da população portuguesa. A passagem por Portugal, curta, dos representantes do Banco Central Europeu e FMI chamados de “troika” por serem três, jamais poderiam fazer uma avaliação suficientemente verdadeira da nossa situação económica, financeira e social , pelo que as medidas impostas por estes, foram numa base teórica e cega. Entretento o país foi a eleições e ganhou o PSD, que por maioria simples alcançada, teve de fazer uma coligação com o CDS. Foi constituído um governo, com elementos quase todos novos, sem experiência governativa, composto por nomes desconhecidos do público em geral, alguns até estavam fora do país, a apostar numa nova política governativa. Era a mudança! E surgiu o ministro Vitor Gaspar, que assumiu as Finanças. Se percorrermos a carreira profissional deste senhor até chegar ao governo, vimos que integrou o Comité Monetário Europeu, participou como representante do ministro das finanças de então, no IGC que conduziu ao Tratado de Maastricht, foi membro do Gabinete de Consultores Políticos da Comissão Europeia, foi conselheiro do Banco de Portugal e foi um director geral do Banco Central Europeu. Não é de admirar a postura, a atitude rígida e a diretriz de governação do Ministro das Finanças nestes anos. Portugal, sem dúvida, está e estará por muito tempo, na mão da “Quatroika”!