
A Natureza, em particular o chamado Reino Animal, está cheia de criaturas estranhas, capazes de ludibriar as vítimas, despertando tanto de medo, como fascinação, nojo e até desprezo. São espécies perigosas, umas com aparência simpática, outras nem por isso. Alguns destes animais até são capazes de devorar os próprios filhotes. Alguns são mesmo predadores da própria espécie. Outros estão só preocupados com as necessidades básicas. Outros em pôr os ‘seus’ fora do ninho o mais rapidamente possível porque estão a incomodar e a ocupar cada vez mais espaço.
Vejamos o caso do grande e temível tubarão branco, para muitos o único último importante grande predador pré-histórico, muito individualista e inconsistente, alterando constantemente o comportamento conforme as situações. Tem uma enorme capacidade, desenvolvida numa base diária, dizem os especialistas, para avaliar se a vítima está assustada, logo fragilizada. Como? ‘Apenas’ pelo sentir do ritmo das pulsações, calculando o momento em que vai conseguir dominá-la. Não conseguindo ver os pormenores, vê o q.b. para atacar as presas sem piedade. A ‘coluna’ (esqueleto) deste animal de sangue frio é formada por uma substância ‘elástica’, mas resistente, dando-lhe uma capacidade de adaptação acima do normal quando é necessário mudar de rumo, algo que faz de forma regular. Além de possuírem um fígado descomunal, a maioria destes animais precisam de se mexer sem parar, caso contrário, ‘afundam’. Ah, e já me ia esquecendo: reproduzem-se por fecundação interna.
Entretanto, agarrados como lapas a este tipo de tubarões é comum ver-se outros animais bizarros, chamados rémoras, na prática uns parasitas, perfeitamente visíveis, aliás, nem fazem por se esconder, fazendo é questão de ir à boleia do grande predador, enquanto se vão alimentando dos restos do grande animal que muitas vezes nem sente que tem chupistas à cola.
Ora, quer sejam predadores, quer sejam parasitas, animais como o tubarão e a rémora têm uma coisa em comum: um enorme instinto de sobrevivência, capazes de tudo para garantirem a sua continuidade.
Uma vez mais, isto nada tem a ver com o que se passa na Madeira neste período pré-eleitoral. Mesmo nada.