Depois de uns dias de descanso, voltou a azáfama dos clubes para a época que se avizinha, com os dirigentes a contratarem os melhores atletas que o seu dinheiro permite para as suas equipas. Na Madeira sente-se algum desencanto na qualidade das contratações feitas, mercê das contingências que se conhece, para mais quando se observa o mundo de oportunidades lá fora, com a venda de alguns passes de jogadores por barbaridades de euros. O vil metal de alguns a fazer muitos sonhar. Felizmente a bola é redonda, talvez mais redonda para uns do que para outros, que em breve voltarão a ter as suas duas horas de descarga da bílis, exorcizando problemas e angústias, em “terapias” de gritos e gestos insultuosos prodigalizados aos árbitros e às equipas adversárias. E por falar nisso, parece que um dirigente frustrado com a derrota do seu clube, desatou a insultar os seus adversários e os dirigentes do futebol regional, por ter perdido a meia-final do campeonato da Madeira, numa pobreza de espírito e falta de cultura desportiva que não o honra. A campeonite tem destas pérolas. Estragar o esforço e mérito de anos de trabalho no seu clube e no seu bairro com este tipo de atitudes não é inteligente. Esse minuto de tolice e cabeça quente merece uma reflexão profunda, até porque este tipo de actuação vai ter que ser exemplarmente punida para evitar devaneios futuros a alguma má cópia que entretanto apareça… Quero manifestar o imenso orgulho sentido por a Universidade de Coimbra ter sido considerada património da Humanidade pela Unesco. Só quem lá viveu é que compreende as minhas palavras e emoção. Ao mesmo tempo observamos impotentes e tristes à lenta partida de Nelson Mandela. Será que o mundo mereceu ter tido um ser humano com aquela dimensão? Até breve.
João M. M. Castro Psicólogo Clínico