Maria Gomes Com a proximidade das autárquicas os candidatos lançam ideias. Os do poder exibem a muita obra feita. E é verdade. A oposição promete proximidade com as pessoas. A bom ver, ambos pensam nas pessoas. Cada um à sua maneira. Uns julgam que a melhor política é fazer estradas, escolas, centros de saúde, edifícios de cultura, centros de desporto e de lazer. Tudo isso para a população. Outros criticam as obras, possivelmente acham que isso não beneficiou assim tanto as pessoas. Então prometem uma outra política, que tem como ideia genérica o estar perto das pessoas. Não se sabe bem como é que isso se concretiza, mas julgo que deve ser: falar com elas, mostrar um ar triste quando as pessoas se lamentam, dizer-lhes que têm razão, que vão ajudar a resolver ... blá, blá, etc, etc. Resumindo: Os primeiros resolvem os problemas das pessoas. Os segundos falam de problemas, junto das pessoas. Em Machico, a população já provou destas duas receitas. Francamente, gosto dos autarcas que falam com as pessoas, mas prefiro os que, com capacidade e competência, resolvem os problemas do seu concelho. Por isso não percebo a proposta dos socialistas locais cuja imaginação se limita a reavivar o velho e desusado slogan “junto das pessoas”, como se isso, por si só, resolvesse alguma coisa, algum problema, de alguma pessoa.