Lusofonia, como o próprio termo indica, é a partilha da língua lusitana (que neste contexto refere-se, claro, ao Português) entre vários povos. É através dela que se pretende potenciar o relacionamento entre Portugal, Brasil e os PALOP. Assim, com base nesta visão, se formou a CPLP, em 1996, numa cimeira de chefes de Estado. Esta Comunidade de Países de Língua Portuguesa consiste numa inter-ajuda em vários domínios entre os seus diferentes Estados-Membros, tais como ao nível desportivo, da educação, económico, entre outros. O trabalho da CPLP, assunto que venho aqui tratar, tem sofrido entraves porque os países que a formam estão envolvidos noutras comunidades supraestatais. Exemplo desse facto são Portugal como membro da UÉ e o Brasil como membro da MERCOSUL. Os propósitos da CPLP são, muitas vezes, colocados em causa devido a incompatibilidades com os propósitos das outras comunidades, influenciadas por países economicamente mais fortes. Há muitos portugueses que pretendem da CPLP um maior investimento nas áreas culturais. Muitos não portugueses também fazem parte do âmbito da lusofonia, valorizando o seu património e estudando-o. A esses indivíduos, chama Fernando Cristóvão, lusófilos. Também seguindo essa cultura da lusófona, a UMa aderiu recentemente a um centro de investigação na área da Língua e da Cultura Lusófonas, o CLEPUL. Através dele, vários investigadores madeirenses passarão a realizar estudos sobre o Português, as literaturas a ele associadas e as culturas que esta língua acompanha.
Carlos Diogo Pereira Colaborador da AAUMa