Filipe Pinto Muitas vezes temos a tendência de discriminar as pessoas oriundas da Venezuela, quer por mera ignorância, quer por simples inveja do sucesso que tiveram alguns emigrantes que arriscaram sair da sua terra em busca de uma vida melhor. De modo a tentar mudar um pouco esta perspectiva minimalista e em grande parte errada, venho por este meio dar os meus parabéns ao Consulado da República Bolivariana da Venezuela no Funchal por ter promovido um curso intensivo de espanhol, inteiramente gratuito, de modo a que vários madeirenses (e não só) pudessem ter um contacto mais pormenorizado com este idioma, tão semelhante, mas ao mesmo tempo tão diferente do nosso português. Ao longo de um ano, e com o acompanhamento personalizado e muito competente da professora Anilegna Flores, fomos não só aperfeiçoando o nosso conhecimento gramatical, como também fomos apresentados a uma parte da comunidade venezuelana que na Ilha da Madeira reside. Foi uma verdadeira surpresa pela positiva porque confesso que também eu tinha uma impressão completamente errada sobre este país e a sua cultura. É irónico que mais nenhum consulado, inclusive de países ditos de “primeiro mundo”, tenha pensado em abrir as suas portas e darem a conhecer a sua língua e os seus costumes. Mais uma vez, um muito obrigado a todos os membros do Consulado da Venezuela por vários meses de boa disposição, e acima de tudo, de muito conhecimento! Muchas gracias por todo!