Chegou aquela que eu penso ser a altura preferida dos jornais desportivos portugueses: a pré-época; altura que noutros anos tem valido quase tudo para vender, vender, vender. No ano passado, certo clube português teve associado ao seu nome mais de 100 jogadores que, supostamente, queria e iria comprar. Mas o que me anda a incomodar não é isso. O que me anda incomodar é reparar que muito poucos jogadores portugueses fazem parte dos reforços das equipas nacionais, principalmente dos grandes. Começo a pensar que o Sport Lisboa e Benfica devia de mudar o seu nome para Sport Lisboa e Belgrado, sendo cinco (se eu não estou em erro) o número de reforços sérvios. Os jogadores portugueses ou são para emprestar ou são para as equipas B’s. Há algum tempo, escrevi para o Diário falando sobre o futuro da Selecção Portuguesa e sobre as naturalizações. Aí dizia que, se no futuro não houver naturalização, Jesus Cristo ou Mourinho que salvem a nossa selecção. Infelizmente devido ao número elevado de estrangeiros que todos anos entram nas equipas portuguesas, começo pensar que cada vez mais tenho razão. Miguel Alves Colaborador da AAUMa