Pedro Trindade Acordei neste sábado cheio de vontade de me actualizar face à política regional. Pois ultimamente tenho andado farto de ver sempre as mesmas “cassetes”. Saio de casa, vou à padaria e aproveito para trazer um DN fresquinho pela manhã. Na capa, entrevista com Dr. Albuquerque. Parece prometer! Começo logo pela primeira página, usando palavras caras, fala da ostracização, hostilização sectária que vem do lado do chefe Dr. Jardim. Até aí, menos mal, pois revela a irritação que o Dr. Jardim tem em lidar com o facto de apenas deter 51% do partido. Democracia nunca foi o seu forte, é verdade. Continuo a ler, fala dos 19 anos de mandato autárquico, teve altos e baixos com o Governo. Blá, blá, blá... pardais ao ninho... E depois diz o seguinte: os políticos “deveriam ter um período de desemprego político, para não ficarem viciados, num tipo de uma redoma onde se perde a noção da realidade e da vida das pessoas”. Aqui perdi a vontade ler para o resto do dia. A afirmação a fazer é: os políticos que estão 19 anos seguidos no poder devem mas é fazer um longo período de nojo, de distanciamento e cura, no seu devido lugar. Na oposição. Aí, sim, na oposição, para descerem ao terreno e contactarem com as reais necessidades do povo.