
Brad Pritt protagoniza e produz o filme do Verão que estreou na última semana, um pouco por todo o mundo o mundo. ‘WWZ – Guerra Mundial’ é um regresso ao tema dos zombies, que teve em George Romero e na ‘Noite dos Mortos-Vivos’ o melhor exemplo, talvez o único de qualidade. O enredo é simples e repetido em todos os filmes do género: uma epidemia qualquer faz com que os mortos não saibam que o são e se alimentem dos vivos, ameaçando a sobrevivência do planeta. O resto fica ao gosto do realizador, com mais ou menos efeitos especiais. Um enredo que até já entrou noutras áreas, fora do ecrã e com efeitos muito mais nefastos do que um susto que faz derramar as pipocas e a coca-cola. Mortos-vivos é o que há cada vez mais na política. Gente que já morreu, a quem muitos já fizeram o funeral, mas que teima em se manter de pé, alimentando-se dos ainda vivos. O mais grave, mesmo, é a forma de sobrevivência destes zombies que devoram tudo o que ainda resta à sua volta e arrastam as populações para o desastre. Até ao final de Setembro vamos vê-los por todo o lado, cambaleando e procurando ter uma postura o mais humana possível, mesmo que já ninguém acredite na sua sobrevivência. Nem os mais próximos os aceitam, temendo o contágio zombie. Escondem os símbolos dos partidos, nos cartazes só aparecem os candidatos da frente, do líder nem sinal e as cores que desde sempre foram garantia de vitória são substituídas por tons mais neutros. Até o logo do ‘facebook’ tem mais espaço, mesmo que seja a principal imagem de um mundo virtual onde os mortos-vivos ainda vegetam. Tudo não passaria de mais uma cópia da obra de George Romero, não se desse o caso de estes zombies, no seu desespero final para garantir mais uns dias de vida se alimentassem de uma população que já está a ser vampirizada há vários anos.