A Lei Autárquica possibilita a constituição de Listas de Cidadãos Eleitores para concorrer aos órgãos autárquicos. Porém, há listas de Cidadãos Eleitores que não são independentes. Também há cidadãos independentes que não estão nas listas de Cidadãos Eleitores. Por outro lado, há cidadãos independentes a integrar as listas de partidos e coligações. Atualmente proliferam listas de Cidadãos Eleitores, que se consideram « independentes » mas que não passam de partidos escondidos com independentes de fora e, passam a vida a atacar os partidos dizendo que o povo não se revê nos Partidos ou estão fartos deles. Persistindo e contrariando os desígnios constituintes, a maioria dos «Cidadãos Eleitores», não quer o aprofundamento da democracia participativa. São, nem mais nem menos , do que dissidentes partidários, que pretendem garantir a sua sobrevivência política! O CDS, na Madeira, finge que não é Governo na República. Demarca-se táticamente do Governo de Coelho e Portas. O CDS , em Santa Cruz também, diz que a política não se esgota nos partidos, porque o seu partido tem o líder parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira a liderar a bancada do JPP na Assemleia Municipal de Santa Cruz e a Presidente da sua Concelhia é vereadora dos «independentes»…, pasme-se. Não é por acaso que o ex-deputado socialista, autointitula-se, independente ,e afirma que as pessoas estão fartas dos partidos, mas cria uma associação de direito privado para alargar a intervenção política a toda a região Os fingidores e ou dissimulados procuram quem se deixe enganar, na tentativa de fazer esquecer os dois anos de austeridade , de desemprego e de pobreza provocados pelo governo CDS/PSD. A credibilidade e o aprofundamento da cidadania participativa , nada tem a ver com «transformistas» políticos de coligações disfarçadas!

Dírio Ramos Vereador do PCP