O ser humano decepciona-se, emociona-se, surpreende-se ao longo da sua existência de tal forma que chega a questionar-se sobre a definição de equilíbrio/postura humana. A incapacidade de compreender a evolução de padrões sociais, que vertiginosamente nos ultrapassam, explica. Não são os factos em si, mas a sua proveniência. Neste contexto, estão declarações do meu ídolo, o Papa Francisco. Reconheceu o escândalo e a dificuldade em dominar o lobby gay e a corrupção no Vaticano. Como diria Augusti Gil “Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas o Francisco, Senhor, porque lhe dás tanta dor?... Porque padece assim?!...” Julga o adepto de futebol que esta coisa de corrupção é só dos árbitros e em Portugal. E agora minha gente? Na Cúria Romana? E ninguém consegue controlar? Não há Juízes? Eu já não sei para que lado me viro. Quando o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, diz que “ A um juiz não basta ser sério, é preciso parecê-lo”, estamos conversados. Conclui-se que é mais importante parecer do que ser.Na Igreja e fora dela. Resta-nos esperar pela “JUSTIÇA DIVINA”. Surpreendeu-me uma declaração do padre teólogo Carreira das Neves que o DN fez eco em recente edição. “A homossexualidade não é pecado”. Como pode, então, o Papa lamentar-se quando afinal nem pecado é? Em criança aprendi, na catequese, os Dez Mandamentos (Tábuas de Moisés). Diz o nono, “Não cobiçarás a mulher do próximo”. Não está escrito “Não cobiçarás o Homem do próximo”. Venho a descobrir , 6 décadas depois, que afinal só é pecado cobiçar a mulher. Outra surpresa. ”O Presidente da República deixou de ser árbitro” afirmou Carlos Zorrinho. Se deixou de ser é porque já o foi. Já levo quase 30 anos ligados á arbitragem e nunca ouvi falar de qualquer árbitro de nome Cavaco Silva nos seus quadros. Provavelmente não teria muito jeito nem os requesitos exigidos. Um verdadeiro árbitro decide no campo com imparcialidade e nunca a favor de uma equipa (leia-se Governo) ressabiada com o Tribunal Constitucional que para além de se vingar, ainda goza na cara dos funcionários públicos, pensionistas e reformados ao afirmar que tem o dinheiro das férias, mas não paga. Foi treino que tiveram enquanto estudantes nas Universidades. Gritavam nas ruas deste País “ Não pagamos... Não pagamos” as propinas. Mas pagaram. E vingam-se agora. A quem estamos entregues. No meio das trevas está a esperança, hoje uma luz iluminou o horizonte, estou feliz. Nasceu a minha neta Helena. Acredito num futuro melhor.

Francisco Costa