Depois ter termos ficado a saber que em 2012 a Região viu encerrarem mais de mil empresas, ficámos a saber que nos primeiros cinco meses deste ano já fecharam 461 empresas, tendo sido constituídas 387 sociedades. Para piorar o cenário temos, à semelhança daquilo que sucedera em 2012, um saldo negativo nesta matéria, ou seja, desfazem-se mais empresas do que aquelas que se criam. Qualquer cidadão percebe que menos empresas significa mais desemprego, menos impostos para a Região, menos dinheiro na economia. Significa, em última análise, uma diminuição do nível de vida da população em geral. Não me canso de repetir, tal como o CDS-PP, que é tempo de acrescentar a economia ao Plano de Ajustamento da Região, que por ora tem versado apenas as finanças. É fundamental percebermos que não existem finanças sem economia, sendo que para termos as primeiras em situação saudável é fundamental apostar em estratégias políticas que permitam apoiar o tecido empresarial. Urge utilizar a “almofada” dos mil e cem milhões de euros que chegam da República para pagar as dívidas do Governo Regional aos fornecedores, injectando dinheiro na economia e permitindo salvar empregos. É de primordial importância criar sistemas de incentivo ao investimento privado, premiando quem aposta, quem não tem medo de arriscar. É uma tarefa vital sermos criativos na adopção de medidas de combate ao desemprego, hoje o maior flagelo que assola a Madeira e o Porto Santo. Recordo que notícias recentes dão conta de que a Região tem o “infeliz” título de campeã de Portugal do desemprego e da destruição de emprego, título esse que nos deveria envergonhar a todos. É, resumidamente, fundamental que o Governo Regional mude as suas políticas na área económica, porque os números, e mais importante do que isso, as dificuldades porque passam os nossos concidadãos, mostram-nos que a rota actual não nos leva a bom porto.

Lino Abreu